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ANANSE NTONTAN

  ananse ANANSE NTONTAN
(símbolo adinkra
da tradição do povo Gyaman (ashanti), da Costa do Marfim :: teia de
aranha :: sabedoria :: criatividade :: complexidades da vida)


   
São várias fitas pra fazer valer, mas tem tempo que a vontade se torna
refém da minha própria discórdia. Indigestos momentos que perturbam o
sono, o dia, a tarde, com chuva ou com sol…os pensamentos não tem
mais firmamento, não completam seu ciclo, o sentido da rua parece estar
trocado, a chave não encaixa com tanta facilidade no cadeado. Me lembra
uma brincadeira das antigas – cama de gato – várias cordas juntas
entrelaçadas aos dedos

formando um tecido, caminho da vida,
o universo, eu entre-nóis,
ali no meio.
   
   
E agora vivo uma questão de dados, algo como rm * – apaga ponto de
montagem e em algum lugar jaz…liga o miles e seu trompete mas não
aperte o rec, trilha acidjazz…

   
Perdi foi tudo! 1 ano de dados, registros, trampos…virou..sei lá o
que virou, o que sei é que se foi, num pulso de corrente elétrica,
apertando botóes, pensamento perplexo…um fracasso!…

   Fatos nada
premeditados, adrenalina..nada concentrados, aumenta adrenalina…nada
articulados, adrenalina é o nome da mina!
   
Sei que minhas noites são recheadas de sub-experiências…subterrâneas
idéias que confundem a meditação para o sono, por isso digo…quem dera
ter um USB na mente, estilo Matrix, podendo descarregar, remover,
adicionar onde quer que esteja…talvez ai a noite passe mais
calma…caminho pra Zion.
  
  Vixe muita treta…mas ae, bóra nessa! Novo laboB, risca e vira o disco!
   
Iluminar o que sei, oralidade constroe conhecimento soprado pelo vento
de quem tem origem, coragem…quem tem cor AGE! Dignidade na correria,
virtude nos espelhos da vitória, sem receita pro sucesso, soul intuição
e flui.

   
Carrego meus amuletos e esses continuam intactos junto aos meus nervos
de aço, pisar no chão e mais um dia pedir proteção, em qualquer
deslocamento ocasional e improvisado…

    
    – Pó pará! De olho em quem vem rezando as costas, reduz a marcha
agora…dá perdido…xinga pelo vidro…se pá, rasga o verbo.

    "Sai zic-zira, sai zic-zira sai!"
     Vamo vê quem sobrou entre mortos e feridos no campo de batalha dos imperiais sonhadores desse milênio.
   
Sinto a necessidade de escolher práticas para reforçar o sentido de tal
liberdade, pra isso é preciso decidir (inspirando no meu mano banto)…
enquanto
isso, o trem segue…coloco a cabeça pra fora da janela pra sentir que
o vento, realmente, é o dono da minha vibração – Eparipá – nenhum vento
poderá desviar minha barca, nenhum raio mudará meu caminho…
   
E
eu, junto às minhas gerações seguidas, estaremos esperando, desenhando
sem borracha. enxergando os acontecimentos – não os que forjam, pois
não nascemos ontem – sempre ouvindo (vejam bem: sempre!), conferindo
que pra ser livre é preciso viver e o que é tem que ser…

(nos toca-discos::mama's gun – erykah badu)