..véu da noite também num rap/..

odoyá….odoooyá"
não foi aqui, nem lá…
não foi hoje, não foi ontem… nos amanhãs se pá!
caiu o véu…
não sou a única mulher, não sô nem loka
digo a mim mesma…respira e desencana
mancha na roupa acusa, na vida somos de batalha no olhar pelos horizontes não procuramos parábolas
sábias diretrizes, de onde viemos, nossas raízes
na originalidade de quem sabe a dor e a delicia de ser o que é
ser livre! ser mulher!
e nuns instantes, nos encontros de viajens distantes
rola uma aproximação
o é papo-reto: -deveriam ser apresentados, não?
não! não fazem tanta questão de etiquetas, rosas, sutilezas
"eis que um belo dia alguém mostrou pra mim uma reunião tribal, james brown e al green , uau" *
minha rima é sagaz como a de mano brown no teu falante
sô berimbau, atabaque, bombo, agbê…quem sente o baque sabe
eu tenho certeza, verso pro mundo daqui no cortejo das realezas
positividade pros amantes de verdade
aprecio um groove, um bom som
movimento soul…eu e você…firma o dom!
do tipo Bunita e Lampião??
Sabah e salomão??
haaaaa…vale a pena dizer sim…tô aqui pra ver
sherazade das mil e uma noites…te quero tão bem, meu rei!
então, vem aqui..vem fazer "noite de rima", chega de noite com gente vazia oceano, águas passam, da ponte pra lá, tem canal na trilhamulher que veio da água, do vento, tenho meu talento, firmada ousadia
vim pra isso…no grave pesado que estala tambor, história de inteligência rebeldia
oke arô…a flecha…sou oiá da mata, cura de orixá
nada me faz esquecer, nem apagar dos fortes olhos da força do mar
foram me chamar, tô aqui qué qui há…
vim de lá piquinininha e continuo meu samba, no sapato, devagarinho
rosto lavado, risco no braço com meu juízo..sem prejuízo…só trinco se for assim!
espírito de paz é o que traz no corpo da dama sem fim.
* sample (brown com dexter – eu sô função)
acompanha…samba de dona ivone – alguém me avisou –